SIMPLES NACIONAL HÍBRIDO: ENTENDA O QUE MUDA E COMO ISSO PODE IMPACTAR SUA EMPRESA
- 12 de ago.
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A Reforma Tributária traz uma nova decisão para as empresas optantes pelo Simples Nacional: a forma de recolher os novos tributos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Surge como opção uma configuração diferente, que vem sendo chamada de “Simples Nacional Híbrido”. Mas o que isso significa na prática? E por que uma pequena empresa poderia escolher pagar IBS e CBS separadamente?
O que é o Simples Nacional Híbrido?
Atualmente, as empresas do Simples Nacional recolhem seus principais tributos de forma unificada por meio do DAS – Documento de Arrecadação do Simples Nacional. Com as novas regras da Reforma Tributária, a empresa poderá permanecer no Simples Nacional e escolher entre duas formas de recolhimento do IBS e da CBS:
IBS e CBS dentro do Simples Nacional
A empresa mantém esses tributos dentro da sistemática simplificada, juntamente com os demais impostos abrangidos pelo regime. É a alternativa mais próxima do modelo que o pequeno empresário já conhece atualmente.
IBS e CBS pelo regime regular
A empresa continua sendo optante pelo Simples Nacional para os demais tributos, mas passa a apurar e recolher IBS e CBS separadamente, seguindo as regras do regime regular desses impostos. É essa combinação que tem sido chamada, de maneira prática, de “Simples Nacional Híbrido”.
Por que uma empresa escolheria pagar IBS e CBS por fora?
Um dos principais pontos está relacionado aos créditos tributários. Com a Reforma Tributária, IBS e CBS seguem uma lógica de não cumulatividade, na qual os créditos gerados nas operações passam a ter grande importância nas relações entre empresas. Isso significa que, para determinados negócios, especialmente aqueles que vendem para outras empresas, a forma escolhida para recolher IBS e CBS poderá interferir na quantidade de créditos aproveitáveis pelo cliente.
O que o empresário deverá analisar?
Antes de escolher uma das alternativas, será importante avaliar:
quanto a empresa compra e quanto poderá aproveitar de créditos;
para quem a empresa vende;
se seus clientes são consumidores finais ou outras empresas;
o impacto dos créditos para os clientes;
a margem praticada;
a formação dos preços;
o aumento da complexidade operacional;
e, principalmente, a carga tributária efetiva em cada cenário.
Empresa que vende ao consumidor final
x
Empresa que vende para outras empresas
Essa diferença pode ser especialmente importante

Uma pequena empresa que vende predominantemente para o consumidor final (B2C) pode encontrar menos vantagens comerciais na geração de créditos para seus clientes, já que o consumidor final não utiliza esses créditos.
Já uma empresa que vende predominantemente para outras empresas (B2B) deverá analisar a questão com mais atenção.
Exemplo prático:

A Reforma Tributária torna ainda mais importante abandonar a ideia de que “estar no Simples significa automaticamente pagar menos impostos”.
Uma empresa poderá continuar enquadrada no Simples Nacional e, ainda assim, precisar avaliar qual tratamento para IBS e CBS proporciona o melhor resultado financeiro e comercial. Em alguns casos, permanecer com IBS e CBS dentro do Simples poderá ser a alternativa mais adequada. Em outros, recolher esses tributos pelo regime regular poderá representar uma estratégia mais interessante.
A orientação da Varejo Contábil
2026 é ano de fazer simulações. A decisão sobre IBS e CBS não deve ser tomada apenas quando a nova sistemática começar a produzir seus efeitos; o empresário precisa conhecer antecipadamente os possíveis impactos sobre tributação, créditos, preços, margens e relacionamento com clientes e fornecedores. Por isso, o planejamento e as simulações ganham ainda mais importância durante a transição da Reforma Tributária.
Para as empresas do varejo, a Reforma Tributária não deve ser analisada apenas como uma mudança na forma de calcular impostos. Ela pode modificar custos, créditos, formação de preços, margens e até a relação comercial entre fornecedores e clientes.
A escolha entre manter IBS e CBS dentro do Simples Nacional ou recolhê-los pelo regime regular precisa ser baseada em números. Antes de escolher, simule. Antes de simular, conheça a realidade da sua empresa.
A Varejo Contábil está acompanhando as mudanças da Reforma Tributária e orientando seus clientes na análise dos impactos e na preparação para as decisões que precisarão ser tomadas durante o período de transição.




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